quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Artigo Científico em Carboxiterapia, publicado por Fisioterapeutas


CARBOXITERAPIA: UMA REVISÃO

CARBOXITHERAPY: A REVIEW

Revista Fisioterapia Ser – Ano 3, nr 4 – out/nov/dez - 2008 
1Flavia Acedo Scorza, 2Fabio dos Santos Borges

Fisioterapeuta, especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional, docente da pós graduação em Fisioterapia Dermato-


Funcional da Universidade Gama Filho-SP.
Fisioterapeuta, mestre em Ciências Pedagógicas, docente da pós-graduação da Universidade Gama Filho, e docente


da graduação da Universidade Estácio de Sá-RJ.


Endereço para correspondência:

Flavia Acedo Scorza, Rua Natal Montessanti, 252, Jardim América, Bragança


Paulista-SP, CEP: 12902-110. Tel.: (11) 4033-3827; 9107-1270. Email: flascorza@hotmail.com
RESUMO
A carboxiterapia é uma técnica recentemente introduzida na área da estética, mas a história do uso terapêutico do

anidro carbônico (gás carbônico ou CO
2) teve início na década de 30, na França. Seu uso era feito através de banhos secos
ou imersão em água carbonada para o tratamento de arteriopatias periféricas. Atualmente, a carboxiterapia caracteriza-se

num método de fácil execução e consiste na administração do CO
2 pela via subcutânea diretamente nas áreas afetadas. O
objetivo desse trabalho foi, através de uma revisão bibliográfica, esclarecer e fornecer aos profissionais das áreas médica e

fisioterapêutica mais uma fonte de pesquisa, haja vista a escassez de artigos que relatam o aludido assunto. Verificamos que

o CO
2 utilizado é um gás atóxico, não embólico e comercializado como sendo um gás medicinal de altíssima pureza, e é o
mais utilizado em Medicina nas cirurgias de videolaparoscopias, histeroscopias e como contraste em arteriopatias e

ventriculopatias. Possíveis efeitos colaterais limitam-se a dor durante o tratamento, sensação de crepitação no local da

aplicação e pequenos hematomas decorrentes da punção. Na área da estética se destaca no tratamento da lipodistrofia

ginóide, flacidez cutânea, adiposidades localizadas, estrias, rugas, cicatrizes inestéticas, além de ser um tratamento

complementar à lipoaspiração. Concluímos que é um método seguro que exige equipamento especializado, vem mostrando

resultados significativos e tem seu uso respaldado pela literatura científica.
Palavras-chave:
Carboxiterapia, Dióxido de Carbono, fisioterapia.
ABSTRACT
The carboxiterapia is a technique recently introduced in the area of aesthetics, but the history of the therapeutic use

of carbon dioxide (carbon dioxide or CO2) began in the decade 30 in France. Its use was done through dry baths carbonada

or immersion in water for the treatment of peripheral artery disease. Currently, the carboxiterapia characterized in a method

for easy implementation and is the administration of CO
2 by subcutaneous directly in the affected areas. The work was
through a literature review, clarify and provide practitioners from the medical and physiotherapy more a source of research,

due to the shortage of articles that report the matter said. We find that the CO2 gas used is a nontoxic, non-embolic and

marketed as a medical gas of high purity, and is the most widely used in medicine in surgery of videolaparoscopy,

histeroscopias and as a contrast in Arterial and ventriculopatias. Possible side effects are limited to pain during treatment,

feeling crackles at the site of application and small bruises resulting from the puncture. In the area of aesthetics is

highlighted in the treatment of lipodystrophy gynoid, sagging skin, fat located, grooves, wrinkles, unaesthetic scars as well

as being a complementary treatment to liposuction. We conclude that it is a safe method that requires specialized

equipment, is showing results, and its use is by far the scientific literature.
Key-words:
Carboxitherapy, Carbon Dioxide, physiotherapy
INTRODUÇÃO
Segundo alguns autores
1, 2,3 a Carboxiterapia constitui-se de uma técnica onde se utiliza o gás carbônico medicinal
(Dióxido de Carbono ou CO
2) injetado no tecido subcutâneo, estimulando assim efeitos fisiológicos como melhora da
circulação e oxigenação tecidual.

O CO
2 é um gás inodoro, incolor, e atóxico. É o produto endógeno natural do metabolismo das reações oxidativas
celulares, produzido no organismo diariamente em grandes quantidades e eliminado pelos pulmões durante a respiração
4, 5.
A história do uso terapêutico do gás carbônico teve início em 1932, na Estação Termal do Spy de Royat, na França,

em pacientes que sofriam de arteriopatias periféricas. Seu uso era feito de forma transcutânea através de banhos secos ou

submersão em água carbonada
3, 6.
O dióxido de carbono foi descoberto em 1648
7. Porém a partir da década de 30 surgiram os primeiros trabalhos sobre
o tema, como o do cardiologista Jean Baptiste Romuef que teve sua publicação em 1953, após 20 anos de experiência

utilizando em seus tratamentos injeções subcutâneas de CO
2
8, 9,10
.
Outro trabalho importante foi publicado em 1956, em que 2400 casos de arteriopatia crônica obstrutiva e gangrena

foram tratados com CO
2 injetável com bons resultados8, 11. Ainda atuando sobre patologias vasculares, em 2002, Toryama
mostrou uma excelente melhora da circulação periférica em pacientes com isquemia crítica, com redução de 83% dos casos

de amputação
9.
O gás carbônico é o gás mais utilizado nas cirurgias de videolaparoscopia, para a insuflação da cavidade abdominal

(pneumoperitôneo), histeroscopias e como contraste em arteriografias e ventriculopatias
12, 13, 14,15.
Devido ao seu alto poder de difusão, este gás é rapidamente absorvido e eliminado
4, ficando apenas o efeito
vasodilatador
1, 7, o que reduz o risco de embolia gasosa fatal16, 17, 18,19.
Com o desenvolvimento de um equipamento capaz de controlar o fluxo injetado por minuto, e o volume total

injetado possibilitou a aplicação da carboxiterapia e seu reconhecimento terapêutico nos países da Europa, principalmente

Itália e França, onde é reconhecida para uso em Saúde Pública
3.
Esse artigo foi proposto com a finalidade de realizar uma revisão bibliográfica sobre a carboxiterapia com o intuito

de esclarecer e fornecer mais uma fonte de pesquisa para médicos e fisioterapeutas da área de dermato-funcional, haja vista

a escassez de artigos que relatam o aludido assunto.
METODOLOGIA
A revisão de artigos realizada adotou como critério inicial para seleção a consulta ao Medline, através de seu sistema

de busca, utilizando como descritores as palavras-chave “carboxitherapy, carbon dioxide, e CO
2,”. A opção por esse banco
de dados se justifica por ser conhecido e muito utilizado por acadêmicos e profissionais da área de saúde e pelo rigor na

classificação de seus periódicos. Como banco de dados, referência na América Latina, a Literatura Latina Americana e do

Caribe em Ciências da saúde (Lilacs) também foi consultada, assim como em livros publicados por editoras nacionais e

internacionais.

A seleção buscou citações dos últimos trinta anos (1978/2008) nas línguas inglesa, espanhola e portuguesa. Os

trabalhos citados, publicados nesse período, foram considerados para esta pesquisa devido ao pioneirismo e impacto na

literatura científica. Com isso, foram discutidos os resultados das citações bibliográficas e os aspectos convergentes e

divergentes dos autores selecionados nesta pesquisa.
RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dióxido de Carbono
Um dos principais produtos do metabolismo celular é o ácido carbônico (H
2CO3) excretado através dos pulmões sob
a forma de gás carbônico (CO
2)4,20.
A quantidade de gás carbônico transportada no sangue venoso até os pulmões é cerca de 200 ml/min no adulto em

repouso, mas pode aumentar em 10 vezes durante o exercício físico
1, 20,21.
No interior do eritrócito, o CO
2 passa por um processo de hidratação formando o ácido carbônico (H2CO3) com a
ajuda de uma enzima catalisadora denominada anidrase carbônica. Em seguida a dissociação iônica do ácido carbônico é

rápida e espontânea, sem a necessidade de enzima, formando íons de hidrogênio (H
+) e o bicarbonato (HCO3) 4, 20,21.
Quando a concentração desses íons eleva-se dentro do eritrócito, o bicarbonato e uma pequena quantidade de

hidrogênio difundem-se para fora. O hidrogênio liberado liga-se a hemoglobina (Hb), formando hemoglobina reduzida

(HHb
+) e oxigênio (O2)20. Logo, aumenta-se a acessibilidade da molécula de O2 para as reações químicas como o
carreamento de gás carbônico nos capilares periféricos e seu descarreamento nos capilares pulmonares
21.
A presença de hemoglobina (Hb) reduzida no sangue periférico ajuda no carreamento de CO
2, enquanto a
oxigenação que ocorre no capilar pulmonar ajuda no descarreamento. O fato de a desoxigenação do sangue aumentar a sua

capacidade de transportar CO
2 é conhecido como Efeito Haldane 20,21.
Os compostos carbamino (gás carbônico e proteínas) são formados pela combinação de CO
2 com grupamentos amina
terminais nas proteínas no sangue, formando carbamino-hemoglobina. Assim novamente, o descarreamento de O
2 nos
capilares periféricos facilita o carreamento de CO
2
20
.
O gás carbônico comumente utilizado na carboxiterapia no Brasil possui cerca de 99,9% de pureza
22, portanto,
próprio para uso terapêutico, e além de seu uso nesta técnica, também é empregado em videolaparoscopia para insulflação a

fim de facilitar manipulações de estruturas intra-abdominais, para controle de pH em incubadoras, para formação de

atmosfera controlada em estufa, nas técnicas ginecológicas de criocauterização do colo uterino, etc.
Efeitos fisiológicos
- Estimulo circulatório sanguíneo
A resposta inflamatória diante uma “agressão” física é imediata e atua no sentido de destruir, diluir ou bloquear o

agente agressor, mas, por sua vez, desencadeia uma série de eventos no tecido conjuntivo vascularizado, inclusive no

plasma, nas células circulantes, nos vasos sangüíneos e nos componentes extravasculares do tecido conjuntivo, com o

objetivo de cicatrizar e reconstituir o tecido lesado
23.
Aspectos histológicos no processo de reparação mostraram a proliferação de pequenos vasos sanguineos

neoformados e de fibroblastos
24, contudo segundo Robbins et al23 há também alterações no calibre vascular, que conduzem
ao aumento do fluxo sangüíneo, alterações estruturais na microcirculação e emigração dos leucócitos da microcirculação e

seu acúmulo nos focos de agressão.

O CO
2 atua, sobretudo na microcirculação vascular do tecido conjuntivo, promovendo uma vasodilatação8, 11, 25,26 e
um aumento da drenagem veno-linfática
3.
A carboxiterapia, através da infusão de CO
2, permite uma vasodilatação persistente identificada por
videolaparoscopia e um aumento significativo da concentração de oxigênio (O
2) local1, 3. Estudos3, 9,27 demonstraram a ação
da carboxiterapia na melhora do fluxo sanguíneo, verificado através da dopllerfluxometria.

Toryama et al
9 relataram que o efeito da carboxiterapia sobre a vasodilatação arterial pôde ser observado em dados
experimentais, onde pacientes com arteriopatia periférica com isquemia crítica foram submetidos à terapia com gás

carbônico em que foi possível evitar a amputação em 83% dos casos. Segundo os pesquisadores isto pode ser reflexo do

aumento da atividade parassimpática e a diminuição da atividade simpática nesses tecidos.

Além disso, a persistência da melhora clínica ou “cura temporal” de afecções vasculares pode ser explicada pela

neoangiogênese
28, 29, devido à formação de fatores angiogênicos, de crescimento vascular e endotelial e de crescimento de
fibroblastos desencadeados pela hipercapnia tecidual
30.
- Efeito Bohr
A afinidade da hemoglobina pelo oxigênio depende do pH do meio, a acidez estimula a liberação de oxigênio

diminuindo assim esta afinidade. Além disso, o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO
2) no meio também
abaixa a afinidade por oxigênio. A presença de níveis mais altos de CO
2 e prótons (H+) nos capilares de tecidos em
metabolismo ativo promove a liberação de O
2 da hemoglobina, o efeito recíproco ocorre nos capilares dos alvéolos do
pulmão, a alta concentração de O

2 libera CO2 e H+ da hemoglobina. Essas relações são conhecidas como efeito Bohr 4, 20,21.


Há um consenso entre autores

1, 3, 28, 30, 31, 32, 33,34 de que há um aumento significativo da concentração de oxigênio (O2)


local após a infusão subcutânea de CO

2, consequentemente há um aumento da pressão parcial de O2. Os autores relataram


ainda que há diminuição da afinidade da hemoglobina pelo O

2 na presença de gás carbônico disponibilizando mais oxigênio


às células, o que favoreceria o metabolismo dos tecidos da região tratada (potencialização do efeito Bohr).


- Ação bioquímica


O CO

2 é um potente vasodilatador, ocasionando aumento do fluxo sanguíneo no local de sua aplicação8, 11, 25, 26, 35.


Com a infusão do gás, ocorre uma distenção tecidual, com um importante aumento da concentração de oxigênio

local. Além disso, provoca ativação de barorreceptores

28, corpúsculos de Golgi e Paccini devido a esta distenção tecidual e


conseqüente liberação de substâncias “alógenas” quais sejam a bradicinina, catecolamina, histamina e serotonina. De acordo

com alguns relatos

28, 29 essas substâncias atuam em receptores beta-adrenérgicos ativando a Adenilciclase, promovendo


assim aumento do AMPc tissular e conseqüente quebra dos triglicérides.


- Carbolipólise


A gordura localizada vem sendo tratada de várias formas, e a carboxiterapia vem se constituindo num recurso de

valor para a redução de medidas ocasionadas por acumulo de adiposidades.

Lembramos que o tecido adiposo é constituído basicamente por lipídeos e que contém ou são derivados de ácidos

graxos sob a forma de triglicerídeos

4, 36, onde cada triglicerídeo é constituído por 3 moléculas de ácidos graxos esterificados


em glicerol

5, 37.


O adipócito recebe os ácidos graxos que foram acondicionados em quilomícrons. Estes quilomícrons entram na

circulação venosa e são eliminados na periferia pela hidrólise do triacilglicerol catalisado pela enzima lipoproteína lípase

(LPL)

38,39. A hidrólise do triacilglicerol armazenado é ativada pelos hormônios lipolíticos (Adrenalina e Noradrenalina) que


por sua vez ativam a Adenil-ciclase, para formar AMP cíclico (AMPc) que irá ativar a lípase-hormônio-sensível na hidrólise

do triacilglicerol para então liberar ácidos graxos livres e glicerol do adipócito e caírem na circulação capilar

4, 5, 36, 37, 39,40.


Baseando-se nesta fisiologia, Legrand et al

28 relataram que o aumento do AMPc por meio da ação do CO2, ativando a


Adenilciclase, resulta numa ação lítica sobre o tecido adiposo.

Através de dados obtidos experimentalmente em um amplo estudo, Brandi et al

29 demonstraram aumento da perfusão


tecidual, aumento da pressão parcial de oxigênio e redução da circunferência das áreas tratadas. Alem disso, os autores

demonstraram também, através de estudo histológico, cortes com rupturas de membranas de adipócitos pela passagem do

gás, reforçando o efeito lipolítico da carboxiterapia.

A prática de carboxiterapia no tratamento de gordura localizada também envolve a injeção de soro fisiológico no

local a ser tratado antes da injeção do gás. O soro fisiológico em contato com o gás carbônico forma uma reação química

(CO

2 + H2O H2CO3 H+ + HCO3), com liberação de íons H+, proporcionando um meio ácido no local da aplicação.


Essa acidez tecidual confere um aumento da oxidação lipídica através da ativação das lipoproteínas lípases (LPL),

potencializando o poder de queima da gordura

35.


- Ação no tecido conjuntivo


Após a ação mecânica ocorrida na carboxiterapia, provocada pelo “trauma” da agulha e pela introdução do gás, há a

produção de um processo inflamatório e conseqüente migração de fibroblastos para a região da agressão e sua posterior

proliferação estimulando a síntese de colágeno e de outras moléculas do tecido conjuntivo, como a fibronectina,

glicoproteína encontrada no sangue, associada a vários processos biológicos como adesão e diferenciação celular, reparação

de tecidos, servindo como substrato para enzimas fibrinolíticas e da coagulação

41, 42.


Estudo histológico com a Carboxiterapia comprovou um aumento da espessura da derme, evidenciando estímulo à

neocolagenase, bem como preservação total do tecido conjuntivo, incluindo estruturas vasculares e nervosas, ou seja, um

evidente rearranjo das fibras colágenas

29.


Em estudo piloto com ratos jovens (3 meses) e ratos mais velhos (14 meses), realizou-se biópsia da pele antes e após

a injeção subcutânea e intradérmica de gás carbônico. Verificou-se que de fato, após a injeção do gás carbônico, o arranjo

das fibras de colágeno dos ratos mais velhos era similar ao dos ratos mais jovens. Além disso, houve um aumento da

quantidade de fibras de colágeno na área tratada, sendo mais pronunciadas com as injeções intradérmicas

43.


Aplicações clínicas


Na carboxiterapia, o fluxo e o volume total de gás infiltrado são controlados com equipamentos apropriados. O

aparelho Italiano chamado Carbomed

® foi elaborado para administração subcutânea do CO2, com total controle sob a


velocidade e volume de gás infiltrado. Tem aprovação nas normativas da Comunidade Européia desde 2002 (CE 0051). É

descrito como dispositivo médico, classe IIb, apresenta padrões de qualidade e segurança e tem aprovação de

comercialização e uso pelo FDA americano como equipamento de uso médico ambulatorial. No Brasil, atualmente, existem

diversas marcas e modelos de aparelhos, registrados pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e sua

aplicação oferece conforto e segurança

3.


O aparelho liga-se a um cilindro de ferro por meio de um regulador de pressão de gás carbônico e é injetado por via

de um equipo (sonda) com uma agulha pequena (agulha insulina- 30 G1/2) diretamente através da pele do paciente.

Autores

44, 45,46 relataram que o fluxo de CO2 normalmente infundido durante tratamentos com carboxiterapia


encontra-se entre parâmetros de 20 e 80 ml/min. Porém há equipamentos que disponibilizam fluxos até 150 ml/min. Com

relação ao volume total administrado, este gira em torno de 600 ml a 1000 ml

44, 45, 46, podendo atingir 3000 ml nos casos de


grandes depósitos de gordura

45, 46. Outros autores3 mencionaram infusão de um volume total de 2000 ml em aplicação para


gordura localizada.

Como conseqüência da evolução dos estudos a respeito da técnica, a medicina estética, e também a medicina

convencional, assim como a Fisioterapia Dermato-funcional, têm procurado investir na comprovação científica dos métodos

para o tratamento de diversas afecções.


- Auxiliar para exames complementares


Há relatos

15, 16,19 de que o CO2 foi utilizado em Medicina, em cirurgias videolaparoscópicas (para criar um


pneumoperitôneo), nas histeroscopias e em contraste em angiografias.

Segundo pesquisadores

15, 47 esses dados justificam a segurança para o uso deste tipo de gás neste procedimento


terapêutico, demonstrando que o mesmo não e passível de promover embolia.

Segundo Vilos & Vilos

44 o CO2 pode ser usado para promover pneumoperitoneo em cirurgias endoscópicas. Os


autores relataram ainda que fluxos de até 1000 ml/min podem ser utilizados com segurança e que volumes totais podem até

ultrapassar 10 litros, sem que haja efeitos sistêmicos significativos. Relatos

15, 47 ainda dão conta de que são usados nestes


procedimentos injeções intra-vasculares em "bolo" de até 100 ml e fluxos contínuos entre 20 e 30 ml/segundo, sem reações

adversas.


- Arteriopatias


Sabe-se que a carboxiterapia, tornou-se terapêutica freqüente na Europa, principalmente na Itália e na França,

inicialmente para arteriopatias periféricas

13, 14.


Observando que o distúrbio fisiológico fundamental nas várias afecções circulatórias é a limitação obstrutiva do

fluxo sangüíneo, com conseqüente isquemia dos tecidos irrigados pela inadequada oxigenação

48, algumas das principais


indicações da carboxiterapia em afecções vasculares são: arteriopatia periférica

12, 13, 15, síndrome acrocianotica9, e outras


patologias que apresentam alterações do microcírculo vascular, como insuficiências venosas e ulceras dos membros

inferiores

49.


Fabry et al

14 relataram que cerca de 20.000 (vinte mil) pacientes acometidos de arteriopatias periferias foram


atendidos utilizando terapia com dióxido de carbono, confirmando assim a eficiência terapêutica desta técnica.

Atualmente, encontramos vários profissionais que, em sua prática clínica, utilizam a carboxiterapia em telangiectasia

em membros inferiores com bons resultados estéticos.


- Celulite


Segundo Weimann

50, no tecido celulítico há um mau funcionamento dos adipócitos, que retém um maior teor de


lipídios, diferentes e alternados e que estimulam a retenção de líquidos, levando assim ao aumento de volume da célula,

gerando compressão dos vasos e comprometendo a circulação sanguínea.

Sabe-se que o gás carbônico no tecido subcutâneo atua na microcirculação, na curva de dissociação da hemoglobina

e está ligado a ação lipolítica oxidativa

29, 51, o que nos faz pensar na histologia do tecido celulítico que apresenta uma


alteração bioquímica do interstício (aumento da viscosidade), estase vênulo-capilar, com hipo-oxigenação

52, até um estágio


de fibrose cicatricial, atrófica, irreversível

53, 54,55.


Por sua virtude de melhorar a microcirculação arterial da pele e subcutâneo, por aumentar a perfusão tecidual e a

pressão parcial de oxigênio (PO

2), a carboxiterapia é indicada para o tratamento da lipodistrofia ginóide, tratando


principalmente o tecido celular subcutâneo que se encontra congestionado por retenção de líquido e toxinas não eliminadas

por comprometimento da microcirculação periférica

2, 3, 49,52.


Pesquisadores

49, 56 investigaram o uso da terapia com gás carbônico no tratamento da paniculopatia edemato fibroesclerótica,


observando uma vasodilatação importante e aumento significativo do fluxo vascular, demonstrando importante

resultado da técnica da carboxiterapia neste tipo de afecção.

Corroborando com estes autores, Corrêa et al

57 mostraram que a técnica é indicada para este tipo de afecção, em


estudo feito em mulheres acometidas de graus variados de celulite na região glútea, pois após 10 sessões de carboxiterapia,

houve uma redução de 40,47% no grau da celulite e 33,78% no quadro álgico.


- Pós-cirurgia plástica


No ramo da cirurgia-plástica, a carboxiterapia tem sido empregada para correção de irregularidades pós

lipoaspiração, ou mesmo, no pré-operatório para melhorar a vascularização de retalhos cirúrgicos

29, 51,58.


No estudo de Brandi et al

51, foi verificado uma melhora estatisticamente significativa no que diz respeito à


elasticidade da pele e as irregularidades cutâneas pós lipoaspiração. Com isso, podemos esperar efeitos positivos da terapia

com CO

2 sobre a adiposidade localizada e elasticidade cutânea da pele em pacientes que realizaram lipoaspiração.


A cicatriz caracteriza-se por uma lesão na camada dérmica

59. Após uma incisão da pele, dá-se início ao processo de


reparo, o que se faz a custa da proliferação do tecido conjuntivo

23, 59, 60,61.


Segundo Carvalho et al

1, o descolamento da pele provocado pelo gás, leva a perda da integridade tecidual e a


exposição do colágeno, com conseqüente ativação do processo de cicatrização.

Os autores relataram ainda que a Carboxiterapia também pode ser indicada para o tratamento de cicatrizes aderentes

após o transcurso do processo cicatricial. Isto se justifica pela ação mecânica do gás ao promover um “descolamento” das

estruturas aderidas durante o processo de reparo tecidual, proporcionando efeitos benéficos à aderência cicatricial.


- Gordura localizada


A Carboxiterapia tem larga utilização em algumas das principais queixas da estética, trata-se da gordura localizada e

da celulite

2, 29, 35, 2, 56,57.


O tecido adiposo é uma forma especializada do tecido conjuntivo, formado por células chamadas de adipócitos,

5, 20,


21, 37,40

. O excedente das reservas nutricionais resultante de uma ausência de equilíbrio entre a ingestão de nutrientes e a


necessidade diária de nutrientes fica contido no interior dos adipócitos

38, 39, sob a forma de triglicerídeos 5, 21, 21, 37, 40,61.


Sabe-se que o tecido adiposo não é apenas um depósito de gordura

4, também funciona como órgão secretor, já que


foi demostrado que o tecido sintetiza e libera lipoproteína lípase (LPL)

39.


Pode não parecer, mas o tecido adiposo é altamente vascularizado

59, com isso a troca gasosa entre as células adiposas


e a corrente sanguínea é intensa, contribuindo para isso a rica vascularização do tecido conjuntivo

61. Além disso, há


trabalhos demonstrando que a quantidade de sangue que circula na hipoderme é inversamente proporcional ao índice de

massa corpórea

62. Este dado é importante já que dentre os mecanismos de mobilização dos ácidos graxos, o aumento do


fluxo sangüíneo é o mais importante

63.


Contudo, a infusão de gás carbônico leva ao aumento da concentração de oxigênio tecidual promovendo uma

vasodilatação e conseqüente melhora da circulação sanguínea da pele e com isso ocorre à ativação do metabolismo local.

Baseado no fato de que o metabolismo ativado favorece a lipólise, a Carboxiterapia se mostra um recurso terapêutico

importante para o tratamento das adiposidades localizadas

29, 35, 58, 64, 65, 66, a Carbolipólise.


Resultados semelhantes foram demonstrados por Brandi et al

66 através de injeção de gás carbônico, pois mostrou-se


um aumento da perfusão tecidual, aumento da pressão parcial de oxigênio (PO

2) e a redução da circunferência das áreas


tratadas. Além disso, relataram aumento da espessura da pele, fratura da membrana do adipócito e preservação total do

tecido conjuntivo, incluindo estruturas vasculares e nervosas.

Como foi dito, o soro fisiológico pode potencializar o efeito lipolítico da carboxiterapia

35, por proporcionar um meio


mais ácido pela formação de íons de hidrogênio (H

+). Em contato com o gás carbônico, o soro forma uma reação química


com a liberação de íons hidrogênio, responsável pela acidez do meio, aumentando o poder de queima na região.

Segundo Carvalho

35 após a demarcação da área a ser tratada, e com o auxílio de uma seringa, injeta-se em torno de 1


ml de soro fisiológico por ponto, distribuídos por toda a área aleatoriamente e em seguida aplica-se o gás carbônico.


- Estrias e Flacidez Cutânea


As estrias caracterizam-se por afecções dermatológicas que no início apresentam um processo inflamatório, com

elastólise e desgranulação de mastócitos, seguidos de afluxo de macrófagos em torno das fibras elásticas

67.


A estimulação fibroblástica tem importante papel no processo regenerativo da atrofia tecidual na estria

68. O


eletrolifting, terapia utilizada no tratamento das estrias, através de estímulo elétrico de baixa intensidade, provoca uma

inflamação aguda na estria com um leve edema e hiperemia a fim de aumentar a capacidade de replicação dos fibroblastos e

produção de fibras colágenas na pele estriada

53, 67. Além disso, o peeling químico é um procedimento bastante utilizado no


tratamento das estrias, tendo como princípio provocar um processo inflamatório, e a partir daí iniciar o processo de reparo

do tecido lesado

68. Processo semelhante ocorre com a Dermotonia, onde sua aplicabilidade visa a reconstrução das fibras de


colágeno e elásticas

69.


Baseado no fato de que a flacidez cutânea é caracterizada por uma atrofia da pele e perda da elasticidade, devido à

diminuição da capacidade de produção de colágeno que dá sustentação a pele, a terapia com gás carbônico torna-se um

recurso viável para seu “tratamento” tendo em vista estimular a produção de novas fibras de colágeno e com isso prover

maior sustentabilidade à pele flácida

1, 3,35. Isto é justificado por Brandi et al29, pois através de estudos histológicos com a


Carboxiterapia comprovaram um aumento da espessura da derme, evidenciando estímulo a neocolagenase, bem com um

evidente rearranjo das fibras colágenas

29. Portanto, a carboxiterapia ao estimular a formação de colágeno, se torna um


recurso valioso para o tratamento de estrias e da flacidez cutânea.


- Rugas


A pele sofre modificações facilmente reconhecidas com o avançar da idade

70, 71. As rugas são sinais evidentes


caracterizado por sulcos ou pregas na pele

53. A causa do enrrugamento, da atrofia, do aparecimento de sulcos, ptose e


frouxidão são as alterações progressivas nas fibras de colágeno e elastina

53, 67,72.


Oria et al

73 já haviam demonstrado em estudo realizado com cadáveres que o envelhecimento causa desorganização e


rompimento das fibras de colágeno e elastina quando comparadas à pele jovem.

Dessa forma, a carboxiterapia no tratamento facial, proporcionando maior velocidade de troca (aumento fluxo

sangüíneo) e melhora da oxigenação tecidual, é indicada na diminuição das rugas

35 e melhora parcial das bolsas de gordura1.


Segundo Ferreira et al.

43 houve acentuado aumento do colágeno após infusão de gás carbônico na pele de ratos.


Relataram também que as injeções intradérmicas são mais eficientes que as subcutâneas na redução de rugas e sulcos.

Analisando o fato de que as rugas apresentam dano nas propriedades mecânicas do colágeno e um dos efeitos

fisiológicos da carboxiterapia é a produção e reorganização das fibras colágenas, pode-se considerar, baseado na literatura e

em nossa prática clínica como sendo um método eficaz para suavizar e promover firmeza nos locais onde havia rugas.


- Outras aplicações


De acordo com Carvalho

35, outras indicações da carboxiterapia que apresentam bons resultados são: queimados,


úlcerações em membros inferiores, psoríase e calvície, ou seja, patologias que se beneficiam com o incremento da

circulação

.


Outro estudo recente avaliou a reação de pacientes portadores do fenômeno de Raynauld com uso de

dopplerfluxometria após aplicação percutânea de gás carbônico. Foram 18 dias de tratamento e no final observou-se que os

pacientes adaptaram mais fácil à exposição ao frio

74.


Além disso, Wollina et al

75 durante um período de 4 anos, trataram de 86 pacientes com feridas crônicas (úlcera


venosa crônica, úlceras neuropáticas, escaras, úlceras reumáticas) com aplicação transdérmica de CO

2. Os achados apontam


para uma mudança positiva na microcirculação e subseqüente melhoria no tecido de granulação (quer cicatrização completa

ou significativa diminuição da inflamação, dor, e odor).

Bons resultados também apareceram nas áreas de reumatologia (artrite auto-imune, osteoartrite degenerativa, atrite

aguda: epicondilite, periartrite), urologia (disfunção erétil associada à microangiopatias) e dermatologia (psoríase, úlceras

associadas à microangiopatias)

2,29.


Efeitos positivos foram apresentados por 109 pacientes com artrite psoriática submetidos a banhos acrescidos de gás

carbônico. Os pacientes apresentaram melhora do comprometimento articular, no aspecto da pele e na circulação

sanguínea

76.


Efeitos Adversos e/ou Secundários


Com base na literatura, a carboxiterapia pode ser considerada um tratamento seguro, sem efeitos adversos ou

complicações importantes, tanto locais, como sistêmicas.

Como mencionado anteriormente, o gás carbônico é um metabólico presente na circulação sanguínea, e a quantidade

de gás injetado durante o tratamento está abaixo do volume produzido pelo organismo. Além disso, pacientes submetidos a

injeções subcutâneas de CO

2 não mostraram nenhum dano em seu tecido conectivo, vascular e estrutura nervosa66.


Contudo, a utilização de injeções intravasculares em “bolo” de até 100 ml e fluxos contínuos entre 20 e 30

ml/segundo foram realizados como contraste em angiografia, assegurando de que o dióxido de carbono não provoca

embolia, nem reações adversas

9, 15,47.


Portanto, pode-se dizer que os efeitos secundários apresentados pela carboxiterapia se limitam em dor no local da

aplicação, pequenos hematomas ou equimoses devido às várias punturas e sensação de crepitação devido à formação de um

enfisema local que desaparece em no máximo 30 minutos

1, 2, 77,78.


Verificamos na pratica clinica, relatos de aumento da temperatura no local da aplicação do gás, hiperemia, dor

localizada no momento e após a aplicação do gás de curta duração. Há também sensação de ardor e peso/fadiga no membro

onde foi infundido o gás carbônico logo após sua aplicação. Segundo Goldman et al

2 este efeito está relacionado com a


velocidade do fluxo e limiar do paciente.

Com o intuito de minimizar a dor do paciente durante a aplicação da carboxiterapia, aparelhos mais novos utilizam

dispositivos eletroeletrônicos localizados durante o transcurso do gás para aquecerem-no antes que ele seja injetado no

segmento corpóreo

3. O objetivo é de aliviar o desconforto do paciente, permitindo assim infundir o gás numa velocidade


maior, tornando a terapia mais rápida. Porém não se sabe se o aquecimento do gás altera sua eficácia e resultados, pois

faltam estudos conclusivos sobre este aspecto. Alem disso, na prática clinica, verificamos que há pacientes que não relatam

maior conforto durante a terapia com o uso do aquecedor do gás.


Contra-indicações


Como foi dito, a carboxiterapia é considerada uma técnica segura, mas devemos atentar para algumas contraindicações

citadas por alguns autores

2, 12: infarto agudo do miocárdio, angina instável, insuficiência cardíaca, hipertensão


arterial, tromboflebite aguda, gangrena, infecções localizadas, epilepsia, insuficiência respiratória, insuficiência renal,

gravidez, distúrbios psiquiátricos.


CONCLUSÃO


Verificamos que a técnica de carboxiterapia é considerada um recurso seguro, sem efeitos adversos ou complicações

importantes, tanto locais, como sistêmicas, visto que o produto comumente utilizado (CO

2) possui cerca de 99,9% de


pureza, próprio para uso terapêutico. Alem disso, os casos de complicações e efeitos adversos são relatados como sendo de

pouca expressão a ponto de se traduzirem em contra-indicações absolutas.

Atualmente, com o auxílio de equipamentos capazes de controlar o fluxo injetado por minuto, e o volume total

injetado houve avanço e aperfeiçoamento da técnica da carboxiterapia, bem como sua via de administração, de forma

injetada diretamente na área acometida.

Concluímos que a carboxiterapia possui respaldo na literatura para seu uso seguro e com garantia de bons resultados

em várias áreas da medicina estética e convencional, e da fisioterapia dermato-funcional.


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ARTIGO CIENTÍFICO EM CARBOXITERAPIA PUBLICADO POR FISIOTERAPEUTAS

CARBOXITERAPIA E SUA APLICABILIDADE NA
PSORÍASE: UM ESTUDO DE CASO REALIZADO NO BRASIL
 AUTORES:
Lúcia C. G. Oliveira
1 & Henrique Baumgarth 2
1
Fisioterapeuta. Pós-Graduanda em Dermato-funcional.
2
Fisioterapeuta. Mestre em Educação, Especialista em Psicomotricidade, Especialista em
Osteopatia, Professor Titular da Universidade Estácio de Sá, Professor Titular da USS,
Professor Titular do I.O.R., Presidente da AB-CROCH, RJ/ Brasil.
RESUMO-
A intenção deste relato de caso é fornecer subsídios acerca das peculiaridades
que envolvem a técnica da Carboxiterapia. Novas pesquisas sobre a administração do
2 CO
(gás carbônico) sua ação, efeitos fisiológicos, terapêuticos e formas de tratamento na
patologia denominada Psoríase com o propósito de atenuar a doença e valorizar a atuação
fisioterapêutica. Intentar ainda, a processos investigatórios na busca de novos designos
para este recurso tão valioso que já vem contribuindo na minimização dos distúrbios
estéticos, metabólicos e endócrinos, porém pouco conhecida clinicamente.
PALAVRAS
CHAVE
fisioterapia, Carboxiterapia, psoríase.
INTRODUÇÃO
A psoríase foi descoberta como doença em 1550 A.C. (PITA, 2003). Por anos foi
confundida com a lepra, atinge cerca de 2% a 4% da população mundial, e no Brasil mais
de 3 milhões de pessoas. O Centro Brasileiro de Psoríase, alerta para pouca divulgação da
doença (CBP, 2007). É uma doença crônica, onde o paciente deverá ter sintomas e sinais
carcaterísticos, como exacerbações, remições ou lesões recorrentes que podem aparecer em
joelhos, pés, mãos, região sacra, cotovelos, e couro cabeludo, e em outros casos mais
graves, pode espalhar por todo o corpo (PITA, 2003).
A psoríase tem causa multifatorial, hereditária e fatores psíquico-ambientais
atingem igualmente entre os sexos e os fatores desencadeantes são: traumatismo (ato de
coçar), infecções, alguns medicamentos, ingestão de álcool e fatores emocionais (FIALHO, 2008).
Em 1982, investigações sobre a doença mostraram a presença de linfócitos T nas lesões da psoríase, estas detectações imuno-histológicas de anticorpos e depósitos na placa córnea da pele, a doença passou a ser vista como uma desordem imune (GALADARI; SHARIF; GALADARI, 2005).
A psoríase tem dois subtipos distintos, que se diferencia na idade de início e na freqüência, o tipo I se caracteriza pelo início precoce, enquanto o tipo II pelo início tardio. O HLA, B27 e B4 estão presentes em cerca de 7 a 10% da população acometida pela doença, associada ao CW6 que seria um indicador de risco clinicamente para psoríase (BOS; RIE, 1999).
Conforme o local da lesão e suas características clínicas, a psoríase se divide em: vulgar ou em placas se caracterizam pela presença de placas redondas ou ovais de diversos tamanhos, avermelhadas e com escamas secas (PITA, 2003).
A gutata caracteriza-se pela presença de pequenos pontos e avermelhados comumente no tronco, braços e pernas (FRY; BAKER; POWLES, 2006). Na palmoplantar, 12% dos pacientes desenvolvem esse tipo de psoríase nas mãos e pés, caracteriza-se pela presença de placas delimitadas podendo ser finas ou espessas (SABBAG, 2006).
A inversa caracteriza-se por ser inversa aos outros tipos de lesões, localizam-se nas axilas, virilhas, embaixo das mamas, dobras dos cotovelos, dobras dos joelhos e são mais úmidas e inflamadas sem escamações (PITA, 2003).
A eritrodérmica carateriza-se por lesões generalizadas abrangendo grandes áreas do corpo ou em todo o corpo, aparece sobre a pele como uma vermelhidão e escamação fina, normalmente acompanhada por muita coceira, dor e inchaço (PITA, 2003).
A lesão pode se confundida com a de pacientes que sofreram queimaduras (BEZERRA, 2007). A pustular se caracteriza por pústulas estéreis sobre a pele, não é uma doença infecciosa, e consequentemente não é contagiosa, pois suas secreções consistem de glóbulos brancos acumulados, acometem as mãos, pés ou pode se generalizar (PITA, 2003).
Na ungueal, 90% dos casos podem envolver as unhas, prejudicando nas atividades de trabalho e na vida social (PITA, 2003). As alterações ungueais encontradas nos pacientes dependem da localização da unha acometida pela lesão (RICH; RICHARD, 2005).
E por fim, a artropática, se caracteriza por ser uma doença inflamatória, acometendo as articulações e podendo causar deformidades, em muito dos casos, sendo permanente, exigem tratamento precoce e um diagnóstico com precisão. Normalmente está associada a psoríase de pele ou unha, podendo se manifestar sem nenhum sinal externo, dificultando o diagnóstico (SABBAG, 2006).
A pele tem função de proteção do organismo, imunitária, regulação do calor corporal, nervosas (temperaturas externas), e produção de vitamina D. Além disso, tem classificação de ser o maior órgão do corpo humano (NASCIMENTO, 2009). A pele é subdividida em 5 camadas: camada córnea, lúcida, granulosa, espinhosa e basal (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2004).
Os queratinócitos formam as 4 camadas da epiderme, sendo a mais profunda, a basal, que possui fileiras de queratinócitos e citoplasma, eosinófilos, aplanados e unidos entre si por pontes intercelulares.
A granulosa é logo por cima, é constituída por várias fileiras de células que constituem os grânulos de queratina (substância protéica), sendo que, existem 2 formas: a queratina líquida, que tem a maior parte de queratina que cobre a superfície cutânea, e a dura, que forma os pêlos e as unhas. Entre certas localidades podem existir umas capas visíveis entre a granulosa e a córnea que se denomina estrato lúcido. Os queratinócitos são células diferenciadas que podem invaginar-se da epiderme para a derme.
A hipoderme é a camada mais profunda da pele, possui tecido conjuntivo que envolve as células de gordura (adipócitos), algumas de suas funcionalidades são de proteção contra choques mecânicos e depósito de calorias ( JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2004).
O exame bucal é importante pelo fato de alguns autores terem observado lesões bucais específicas da psoríase e a associação da mesma com a língua geográfica, língua fissurada e estomatites geográficas, sendo a ocorrência das lesões bucais específicas na psoríase, um fator pouco referido na literatura (GONZAGA; CONSOLARO, 1993).
Carboxiterapia é uma técnica também realizada por fisioterapeutas (CREFITO, 2010). A administração de anidro-carbônico é feita por via subcutânea, através de agulha muito fina. Escolhida a região, são realizadas cerca de 6 picadas com distancia de 12cm entre cada puntura no local.
O gás carbônico é administrado de forma estéril, com fluxo, pressão, velocidade e quantidade controlada por aparatologia adequada, através de uma agulha hipodérmica (30
G 1/2).O gás é eliminado pelo corpo após algum tempo. Não é necessário fazer repouso ou qualquer tipo de tratamento complementar ( MARSILI, 2007).
A Carboxiterapia é um método da estética, bastante novo no Brasil, que chegou da Europa para revolucionar os tratamentos da PEFE (celulite) e Flacidez cutânea; dotado de ampla documentação científica tem como base principal à utilização em nível subcutâneo do Anidro Carbônico: um gás de uso médico e altamente purificado, não tóxico e presente normalmente como intermediário do metabolismo celular. Permite tratar diversas patologias, tendo exemplos na área estética na PEFE, flacidez da pele e estrias; em outras especialidades doenças de vasos arteriais e venosos e Psoríase.
O uso do Anidro Carbônico Nasceu para uso médico nos termais Franceses a mais de 30 anos na Estação Royat, (para tratamento de arteriopatias obliterantes) Hoje só nesse balneário são realizados 25.000 tratamentos por ano. Na Itália já é utilizado há mais de 10 anos como método de escolha no tratamento de celulite e como método complementar no tratamento da obesidade localizada (CORRÊIA et al, 2008).
Recentes estudos demonstraram a ação da Carboxiterapia na melhora de parâmetros locais da microcirculação (Estudos com doppler, laser-doppler e determinação da PO2 transcutânea), da elasticidade cutânea (elastômetro) e na redução da adiposidade localizada (Medida da circunferência e estudo histológico).
Baseado nestes estudos, na ausência de toxicidade e de efeitos colaterais importantes, o departamento de cirurgia plástica da universidade de Siena-Itália iniciou o seu uso para complementar a lipoaspiração. Mecanismo: O gás atua na microcirculação vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da drenagem veno-linfática (VALLE, 2008).
Outros mecanismos de atuação incluem fratura direta da membrana adipocitária e alteração na curva de dissociação da hemoglobina com o oxigênio (efeito Bohr), promovendo assim uma verdadeira ação lipolítica oxidativa; esta ação atua direto na etiologia da celulite (PEFE), quebrando o círculo vicioso que envolve alteração bioquímica do interstício (aumento da viscosidade), estase vênulo-capilar com hipo-oxigenação e conseqüente sofrimento do adipócito, levando a lipogênese e hipertrofia (CORRÊIA et al, 2008).
RELATO DE CASO
Este estudo foi realizado com um paciente diagnosticado com psoríase, vulgar ou
em placa, conforme ilustra na figura 1. Gestor de saúde de 40 anos, do sexo masculino e
fumante ativo e muito estressado em função do seu trabalho.
Foi descoberta a doença aos seus 22 anos de idade, e até então, não utilizou
nenhum tipo de tratamento alternativo como Carboxiterapia, e sim, o tratamento
tradicional, como: pomadas de corticóide e antiinflamatórios.
Suas lesões são de diversos tamanhos: secas e com escamas, avermelhas e com
placas redondas e ovais. A injeção foi realizada com uma agulha de insulina 30G/12, com
pressão controlada, dentro dos padrões do protocolo Francês, o que é usado pelos
profissionais da área.
O paciente foi devidamente informado das contra-indicações e após a anamnese e de
sua assinatura do termo informativo, início ao tratamento. Segundo ANVISA (2008), o
2
CO medicinal, foi injetado diretamente nas lesões em toda área afetada com as devidas
preparações da profissional de fisioterapia que, usou máscara e luvas, pressão aferida antes,
durante e depois e após as aplicações, foi utilizado um cauterizador, para que pudesse
fechar as mínimas perfurações, a fim de evitar infecções já que o paciente tem contato
direto com o ambiente hospitalar.
Figura 1: Lesões psoríacas do paciente na primeira sessão.
O gás carbônico faz uma vasodilatação, e o ato de fumar, devido a estudos relatados
e artigos publicados, tedem a fazer uma vasocostricção. Assim sendo, ao injetar o
2 CO , no
organismo do paciente, o efeito vasodilatador seria ativado, pela afinidade do O2, pelo
2
CO (Efeito Bohr).
Ao fumar, o paciente inibi a ação e provoca uma vasoconstricção, impedindo a ação
esperada da Carboxiterapia. Porém neste caso, o paciente na sua ansiedade e sabedor dos
efeitos contraditórios ao tratamento, o fumo, utilizou uma pomada de corticóide na décima
quarta sessão de Carboxiterapia, comunicando a sua fisioterapeuta. Mesmo que estivesse
sendo informado da sua
esperadamelhora, conforme mostra na figura 2- (antes e depois),
porém demorada, mas o mesmo optou pela terapia auxiliar ao tratamento que estava sendo
administrado. A pomada, foi utilizada 2(duas) vezes por semana e pelo relato do paciente,
por vezes, 1(uma), só vez por semana.
Figura 2: Décima quarta sessão de Carboxiterapia
O paciente muito dedicado aos horários e sempre disposto ao tratamento, foi tendo
uma significativa melhora nas lesões com as seguidas sessões e com isso, foi nítido a sua
melhora na auto-estima, mesmo estando na sua rotina de trabalho, totalmente estressante.
Nas últimas sessões, já administradas, ou seja, na 18º (décima oitava), o paciente
estava com uma melhora totalmente visível, conforme ilustra a figura 3- (antes e depois).
Figura 3: Décima oitava sessão de Carboxiterapia
Na semana final ao tratamento pré-visto como 20 sessões, ilustrada na figura 4- (antes e depois), o paciente relata em sua anamnese, realizada pela fisioterapeuta, uma melhora substancial em sua doença.
Com fim do tratamento, o paciente decide comprar o aparelho e se dedicar ao seu próprio tratamento, mesmo por que, sua fisioterapeuta mora fora da cidade e não poderá mais acompanhá-lo e sobre tudo, este tipo de tratamento com resultado em longo prazo, pois é fisiológico. É custoso e infelizmente não estar acessivo ao atendimento do SUS.
Figura 4: 20ª sessão de Carboxiterapia em psoríase
CONCLUSÃO
A psoríase é denominada crônica. Acometendo uma pequena porcentagem da população mundial, entretanto, não é muito conhecida e nem totalmente decifrada por estudiosos da área psoriárica. Podendo desencadear em qualquer indivíduo, e de ambos os sexos, tendo seu início precoce ou tardio.
A hipótese mais aceita para o diagnóstico seria a que diz respeito à existência de uma regulação anormal em nível de interações entre queratinócitos e células T.
A Carboxiterapia poderá ser uma nova forma de tratamento de psoríase, pelo seu mecanismo de aumento de fluxo venoso (vasodilatador), pelo Efeito Bohr, e a formação de novas células (angiogênese).
Assim sendo, a Carboxiterapia poderá contribuir na estética da pele e as doenças associadas à mesma.
REFERÊNCIAS
Disponível para consulta através de contato
isis@henriquecursos.com

Eletroacupuntura aliada à Carboxiterapia na perda da "barriguinha"



A gordura localizada tem um importante papel na desarmonia corporal, muitas vezes nem com atividade física conseguimos nos livrar dela, pois não está apenas relacionada ao peso corpóreo.Como se sabe, o estresse faz o organismo armazenar o excesso de calorias na região do abdome, em forma de gordura. No passado, situações de estresse eram seguidas por ações que requeriam grandes gastos energéticos, como fugir ou lutar, levando ao desejo constante de ingerir alimentos, principalmente de alto valor calórico.
Essas ações já não constituem formas de se preparar para o estresse dos dias atuais e com isso o corpo acaba acumulando, em forma de gordura, o excesso de alimentos ingeridos em resposta aos hormônios liberados.
A acupuntura ganhou o reconhecimento merecido, é mais conhecida para o tratamento de dores crônicas, mas apesar de não muito difundida a acupuntura estética é utilizada há bastante tempo. Quando falamos em acupuntura estética despertamos curiosidade em pessoas que gostam de cuidar da beleza e preservam sua saúde.
Acupuntura estética, um segmento da acupuntura, é um procedimento minimamente invasivo e dentre os objetivos estão promover lipólise (quebra de gordura), drenagem linfática, estimular a circulação sanguínea e a oxigenação da pele. Melhora ainda a produção de colágeno, renova a pele, relaxa os músculos contraídos e tonifica os flácidos.
Alguns tratamentos estéticos impedem por exemplo, a exposição solar limitando temporariamente a vida social, principalmente no verão. Aí se destacam algumas diferenças entre a acupuntura estética e outros tratamentos. Além de não necessitar tempo de recuperação, a acupuntura considera o paciente como um todo, atuando também no estresse, dentre diversos outros benefícios.
Para atingir o melhor resultado, estamos usando a carboxiterapia, claro que cada paciente os tratamentos são personalizados para o seu caso, não devemos esquecer que a regularidade e a consciência de uma alimentação saudável, bem como a prática de exercícios físicos são fundamentais para o sucesso do tratamento.

Indicação: Celulite, flacidez corporal e facial, estrias, gordura localizada, olheiras e rejuvenescimento
Tratamento: de 5 a 10 sessões
Periodicidade: até 3 x por semana.
Duração: 1 hora
Celulite, flacidez e estrias são os pesadelos da maioria das mulheres. Novos tratamentos como a Carboxiterapia proporcionam excelentes resultados no combate contra esses incômodos.
O tratamento com Carboxiterapia é bastante seguro, já que utiliza somente o CO2 (dióxido de carbono), um gás atóxico, não embólico e presente normalmente em nosso corpo como intermediário do metabolismo celular.
Tratamento com CarboxiterapiaA Carboxiterapia pode ser realizada em adolescentes, homens e mulheres em fase de lactação
A técnica da Carboxiterapia consiste na a aplicação de gás carbônico através de infusão tecidual com pressão controlada. Em contato com o tecido subcutâneo, o gás carbônico destrói o tecido gorduroso e possui efeito vasodilatador. Com esta dilatação é enviado para a região mais oxigênio, o que diminui os fluidos entre as células, melhorando a circulação e oxigenação dos tecidos, promovendo o combate da celulite e gordura localizada, além de amenizar olheiras.
Uma vez que a Carboxiterapia também estimularia a formação de colágeno e novas fibras elásticas, ela também pode ser indicada para o tratamento de flacidez, estrias, e rejuvenescimento facial e corporal. O tratamento com Carboxiterapia trata-se de um procedimento não cirúrgico.
Existem estudos que comprovam a eficácia do tratamento com Carboxiterapia até mesmo na prevenção a queda de cabelos.
Hoje em dia, diante de tantos benefícios, a Carboxiterapia, é a maneira mais rápida e fácil de perder medidas, revitalizar e ganhar beleza. É possível notar a pele mais saudável, enrijecida e a redução de alguns centímetros nas medidas, normalmente, a partir da quinta a oitava sessão, quando ocorre a maior produção do colágeno, retração e queima da gordura.
Tratamento com CarboxiterapiaO resultado esperado e a freqüência das aplicações de Carboxiterapia irão depender do tipo e local do tratamento, biótipo do paciente e grau da alteração a ser tratada, devendo ser discutidos em consulta de avaliação com o médico.
A Carboxiterapia pode ser aplicada até 3 vezes por semana e para melhor resultado são indicadas no mínimo 10 sessões. É comum um ardor na hora da aplicação e leve coceira logo após a sessão. O tecido fica pouco distendido por alguns minutos, voltando depois ao seu estado normal.
Hematomas podem surgir durante o processo do tratamento com Carboxiterapia e caso isso ocorra, não é recomendado tomar sol na região afetada, pois pode manchar a pele.
E aliado a este tratamento estamos potencializando seus resultados com a eletroacupuntura:  http://youtu.be/7qz1cuXJqYc

Resultados pós tratamento Celulite


Resultado pós tratamento de carboxiterapia na  Fibrose (Lipoaspiração)



Resultado no pós Craboxiterapia na Flacidez



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Compare os nutrientes e os benefícios de 14 chás

Os benefícios são diversos, desde melhorar a digestão até ajudar no controle do diabetes
Chás quentinhos são muito bem-vindos quando o termômetros despencam. Para aproveitar as vantagens terapêuticas que eles fornecem, no entanto, é preciso saber a forma correta de preparo. "Desligue o fogo assim que a água começar a ferver e acrescente duas colheres de sopa para um litro ou duas colheres de chá para cada 250 ml. Abafe por 15 min; aconselha-se a armazenar sempre na geladeira ou na garrafa térmica e jamais reaquecer a bebida, porque parte de suas propriedades serão perdidas. Confira abaixo os benefícios de 14 chás diferentes e escolha o seu preferido!
Capim cidreira
Essa erva é aliada do sistema digestivo e ainda ajuda a aliviar gases. "É um chá ótimo para ser tomado depois das refeições por pessoas que tem problemas de digestão; este chá serve de calmante, como se fosse um sedativo natural.
Camomila
Também de ação calmante, a camomila é boa para combater ansiedade e insônia e tem sido muito usada para aliviar a enxaqueca. "Essa opção é muito indicada no período da TPM, já que ajuda a amenizar cólicas, além da ação calmante "A pessoa que quiser dormir melhor à noite pode misturar uma colher de camomila e outra de erva cidreira, para um efeito sedativo melhor". 
Hortelã
Essa folhinha de aroma revigorante serve como antiparasita e antifúngica, ou seja, ajuda a matar bactérias ruins, principalmente do intestino, e auxilia pessoas que estão com complicações de gases. A nutricionista Bruna Murta acrescenta que ela é ótima para melhorar a digestão, combatendo azias. 
Alecrim
"É um digestivo excelente, melhor ainda do que a hortelã", conta a nutricionista Bruna Murta. O alecrim também é muito usado para ajudar pessoas que querem controlar o peso, pois aumenta a sensação de saciedade, esse chá ainda tem ações antipasmódica e anti-inflamatória - boas para cólica renal e menstrual -, ação antifúngica - ótima para ajudar a mandar embora o fungo cândida do organismo - e ação desintoxicante. "É um verdadeiro tônico para o fígado"
Erva doce
O aroma dessa erva é muito usado como forma de relaxante. O chá, além de propiciar esse benefício, também ajuda no combate a cólicas e gases, além de melhorar a digestão.

Chá mate
Preferido de muitos, o chá mate tem ação termogênica e antioxidante, bom para acelerar o metabolismo e evitar o envelhecimento precoce. É preciso um cuidado, apenas, com o seu poder estimulante, por conter cafeína. "Pessoas com hipertensão precisam evitar exageros, porque o chá mate aumenta a circulação e ainda pode irritar ainda mais a parede do estômago de quem tem gastrite"
Chá de canela
A canela pode ser uma ótima aliada no controle de diabetes. A nutricionista Bruna Murta explica que ela ajuda na redução da glicemia, regulando o açúcar no sangue. Além disso, a nutricionista Flávia Cyfer lembra que ela ajuda a diminuir a vontade de comer doces e melhora a circulação.

Um estudo, realizado pelo Kansas State University, nos Estados Unidos, constatou que consumir meia colher de sopa por dia de canela ajuda a regular o colesterol. Os pesquisadores acreditam que tal redução é resultado da ação dos antioxidantes, que ajudariam a eliminar parte da gordura ruim que ingerimos com maior rapidez.
Chá verde
Esse é mais um chá campeão. "É desintoxicante, ajuda a fortalecer o sistema imunológico, previne problemas cardiovasculares por controlar o colesterol e ainda tem vários princípios ativos que ajudam na prevenção do câncer", afirma a nutricionista Bruna Murta.

Essa bebida: ajuda a combater cáries - basta fazer bochechos com ela - e serve de protetor solar interno, ajudando a proteger a pele contra raios ultravioletas. Tomar o chá, no entanto, não dispensa o uso do protetor solar externo.

O chá verde também é muito famoso pela ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo na queima de gorduras e pode contribuir para quem quer perder os quilos extras. Mas vale lembrar que a bebida não é milagrosa e nem ajuda a emagrecer sozinha - sempre é preciso aliar uma dieta equilibrada com exercícios físicos.
Chá de hibiscoSegundo a nutricionista Flávia Cyfer, o hibisco ajuda no controle do colesterol e é muito diurético, capaz de fazer uma varredura de toxinas no organismo. "Ele ajuda a eliminar gordura e pode ser uma boa opção para hipertensos, porque tem menos cafeína que o chá verde, mas benefícios semelhantes", conta a profissional.

Chá de gengibre
"O gengibre é um dos melhores anti-inflamatório que temos na natureza", diz a nutricionista Flávia Cyfer. Ele também atua no sistema digestivo contra cólicas e gases e ajuda no combate à celulite, tão indesejada pelas mulheres. A nutricionista ainda indica esse chá para combater enjoos e náuseas, principalmente em gestantes, que não podem usar muitos remédios durante a fase da gestação.
 
Chá de limão
Além de a fruta ser rica em vitamina C, a nutricionista Flávia Cyfer conta que ela tem ação alcalinizante, ou seja, ajuda a deixar o pH do sangue dentro do nível alcalino, que é como ele deve ficar. "Com esse nível estabilizado, não há perda desnecessária de nutrientes e todos os sistemas do corpo atuam da forma correta, garantindo saúde plena", diz a profissional.

O conselho é fazer o chá junto com a casca, porque ela tem uma ação muito forte de desintoxicação do organismo.

Maracujá
O maracujá já é famoso por ajudar a acalmar os nervos. As nutricionistas indicam esse chá para combater ansiedade, estresse, insônia, irritação e agitação.
Maçã
A fruta também tem ação calmante, além de ótima para ajudar na digestão. A nutricionista Flávia Cyfer também indica que ela é diurética, com efeito laxante.
Chá de alfazema
Mais um chá que ajuda a aliviar cólicas. De propriedade calmante e bactericida, a alfazema também é muito usada para amenizar dores de cabeça.
Fonte: http://msn.minhavida.com.br/conteudo/13729-Compare-os-nutrientes-e-os-beneficios-de-14-chas.htm?ordem=14#gal
 


 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Acupuntura X Gravidez

    A acupuntura pode ser uma grande aliada no período de gestação,  cada vez o mito de que grávida não pode fazer acupuntura cai por terra estudos científicos mostram que a acupuntura auxilia o corpo a se adaptar às transformações e contribuindo para uma melhora global no organismo da mulher.
    A lista dos benefícios da utilização da acupuntura no período de gestação é bastante ampla. A prática, reconhecida por suas funções analgésicas e anti-inflamatórias, ajuda a reduzir e até mesmo evitar diversos sintomas decorrentes da gravidez, como náuseas e ansiedade, além de amenizar as dores nas costas, uma das maiores queixas das gestantes.
    A aplicação das agulhas estimula as terminações nervosas, que enviam mensagens ao cérebro, liberando substâncias analgésicas e desencadeando reações no organismo, como alívio da dor, relaxamento muscular e estimulação das funções imunológicas, entre outras.
    O uso da acupuntura durante a gestação é um tratamento complementar seguro e efetivo para os desconfortos da gravidez. No primeiro trimestre, a indicação é voltada para amenizar enjoos, vômitos e dores de cabeça e no final, para dores lombares e insônia e ainda pode ser uma grande aliada no tratamento da azia e gastrite, sem que a gestante tenha que se submeter aos medicamentos convencionais, que podem trazer efeitos colaterais.
    Mas os benefícios podem ir além. Durante as sessões o bebê também é beneficiado, visto que uma gravidez tranquila reflete no desenvolvimento do feto. Na fase do pós-parto, a acupuntura ajuda a reequilibrar as funções do organismo e a produção hormonal. Ainda, como atua no sistema nervoso central e periférico, a técnica é recomendada para casos de depressão pós-parto, que vai agir regularizando a oferta de neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, sem os indesejáveis efeitos colaterais de medicamentos.
    As sessões de acupuntura devem ser feitas de acordo com a intensidade dos sintomas apresentados. Em geral, variam de uma a duas vezes por semana. É necessário que se explique detalhadamente à paciente, cada procedimento que iremos realizar, para que o mesmo se sinta seguro quando aplicarmos as agulhas. Por se tratar de um método invasivo, as agulhas devem ser descartáveis

Fonte:http://tinyurl.com/6kklj6o e Dr. Rodrigo Boer